As minhas iniciais são d.r. e para já é suficiente. Sou
arquitecta mas a minha profissão não me define. Sou complicada mas gosto de
coisas simples e essenciais. Delicio-me com coisas bonitas e com o bonito e
tenho bom olho para o que é de qualidade. O orçamento nem sempre colabora.
Adoro pessoas interessantes e inteligentes que partilhem um ensinamento a cada
palavra que profiram. Não gosto de pessoas que esgotam o meu vocabulário de conveniência.
Adoro falar, conversar mas o meu ego não gosta de se colocar acima das pessoas
nem das situações. Gosto de escrever embora a timidez de saber que alguém vai
ler me retraia não porque me axe incapaz, mas não boa o suficiente. Não sofro
do síndrome de inferioridade, mas gosto de ser discreta. Não gosto de me expor
mas sou consciente que a adesão às redes sociais são um assumir de que nem
sempre estou à sombra. Gosto de partilhar momentos felizes que motivem outros e
muitos momentos felizes. Gosto da minha família. Somos normais e lutadores,
temos defeitos, aborrecemo-nos mas adoramo-nos e estamos sempre presentes uns
para os outros nas maiores adversidades! Esforço-me por não ser lamechas em
público, mas amo o meu marido. Somos uma construção evolutiva à imagem um do
outro. Os defeitos que ele abandonou eu assimilei, e vice-versa, mas reiterando
o que escrevi “under construction”. Somos
unidos e ambos pensamos pela própria cabeça. Não sou milionária, mas sou rica… J Gosto
da calma, do sossego, da praia e da serra como “day bases”. Adoro quebrar a rotina com o movimento e o barulho das
luzes de uma cidade interessante, culturalmente evoluída! Gosto do que faço,
mas faço muito de que não gosto tanto. A vida não é fácil, mas todo o mau pode
ter um lado bom… ou menos mau. Hum… tem dias. J
Gosto de cozinhar e de comer, gosto de livros como elemento
decorativo e obviamente para ler, gosto de todo o tipo de lavores e todo o tipo
de «bricolices». Se pudesse escolher uma figura como referência escolheria o
homem do renascimento. A minha maior lamúria é não descansar tanto como
necessito, mas física e psicologicamente sou incapaz de estar quieta. Gosto de
produzir, de fazer, de idealizar e de projetar.
«Gosto» mais do que «não gosto».
Mas amar muito, amo a minha filha. Amo-a com todo o coração.
O sentimento que nutro por ela nunca pensei sentir por outro ser, nem por mim
própria. É uma criança incrível que me surpreende todos os dias. Até as birras
me divertem embora nem sempre sejam fáceis de contornar. A maternidade foi o
maior presente que a vida me ofereceu.
Eu sou mãe, mulher, esposa, arquitecta e uma sonhadora por
defeito de infância. Vivo a acreditar que o amanhã será melhor.
As guerras ganhas também contam com batalhas perdidas.
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